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É incrível como podemos achar que gostamos de alguém, que esse alguém nos faz bem, que precisamos dela, da sua presença, da sua palavra. É incrível como podemos achar que precisamos disso tudo e, no entanto, tudo isso nos faz mal. Essa pessoa, indirectamente, faz-nos mal. É tóxica. Não por culpa dela, não que seja propositado. Apenas não nos faz bem. E temos de aprender a viver com isso. Temos de aprender a viver sem aquela pessoa, que por mais que gostemos dela, não podemos estar perto. Temos de aprender a controlar as emoções e a diminui-las a pouco e pouco. As relações tóxicas são assim. Aditivas. De difícil desfecho. O nosso problema é esse. Somos dependentes um do outro em certos pontos. Tal como não conseguimos existir em nós, em duo. Sei que o problema é meu. És um Jack nisto. É não é justo. Não é justo que seja sempre como eu ...
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Voltei aqui. A um lugar onde posso falar sem ser mal interpretada, e se for, que se lixe. Ninguém me conhece, nem sabe das minhas histórias. Volto aqui, hoje, porque me é necessário falar, expelir todos estes sentimentos que não vão embora, nunca. Faz-me falta isto.  O assunto não é novo, aliás, deve ser, provavelmente, o assunto mais abordado por este pedaço de internet. Se algum dia escrever um livro, o titulo será "o meu amor impossível" de tanto que este assunto paira na minha vida. Tentei realizá-lo, deu mau resultado. Tentei afastá-lo e diminui-lo, deu mau resultado. Agora podem multiplicar isto umas 3x. Sim, 3/4 vezes que se tentou. E como diz o Piruka, "tentei, tentaste, cansei de tentar". Realmente, uma pessoa fica cansada. Mas será que algum dia se deixa de tentar? Acho que isto tem um masoquismo q.b., que faz com que fiquemos "viciados" e agarrados a isto mesmo quando não existe proveito próprio. Não vejo vantagens nisto, pelo m...
1 de Agosto de 2016 Não sei se será o mês, se serão os astros, se será a minha cabeça e o meu coração. Às vezes acho que nunca se compreendeu bem o meu sentimento por ti. Nem tu, nem ninguém. Falam como se fosses uma pessoa normal, como se não tivesses significado nada. Mesmo tu, ages como se fosses normal. Se o fosses, eu não teria problemas em me dar contigo. Mas tenho. E és algo de que tenho de fugir, porque sei perfeitamente a bolha que me iria voltar a meter se tudo voltasse. Digo sempre isto, ninguém tem mais pena que eu. A sério. Ninguém tem mais pena de nós não termos dado certo. De não conseguir encarar-te como tal, como o tal. Da mesma maneira que te senti daquela vez que percebi o que sentia por ti. Olhar-te e ver a definição em pessoa. Olhar-te e pensar que não precisava de procurar mais. Olhar-te e ver o futuro. Pena amar com a cabeça e não amar com o coração. Seria tudo mais fácil. Seria tudo mais fácil se eu me conseguisse desligar de certas coisas. ...
10 de Fevereiro de 2016 Começa a chegar um ponto onde não há volta a dar. A resposta é sempre um sim, por mais que eu queira dizer que não, por mais errado que seja. A parte de me fazer bem, de me soltar, de me livrar do resto do mundo, só piora quando acabando tudo, restam apenas os pensamentos maus, os remorsos daquilo que foi feito e não devia. E a parte do “nós” que já parece existir ainda piora toda a situação. Não consigo ver a situação com um final positivo. Mas tudo depende de mim. Não dá para ser mais do que é. Nem eu vejo tal desfecho, nunca me passaria pela cabeça. Mas há qualquer coisa, tenho de admitir. Mas não isso. E aquilo que há… aquilo que dá dá cabo de mim. É por isso que não consigo virar costas, dizer que não, negar que é bom. Se realmente o é, se eu gosto… Mas não posso. A balança tende a pender só para um lado, o errado.E mais uma vez, cabe-me a mim acabar com isso.
24 de Julho de 2015 O sabor dos teus beijos, aqueles que estou acostumada e que sinto tanta falta. A sensação do teu toque a minha pele, aquele toque que me arrepiava e alertava todos os sentidos. O teu olhar, nesses olhos castanhos penetrantes onde eu me via tão feliz neles, onde eu me perdia na minha própria casa. A tua voz tão patética que me dava alento e que era tudo o que eu precisava de ouvir para tornar o meu dia feliz. A tua gargalhada que fazias quando gozavas comigo e aquela expressão quando era eu a gozar contigo. Era tudo tão bonito não era? Então porque não continua a ser? Porque não aceitamos o nosso fado, que só pode ser este, de nós dois, juntos? Deixa de ser totó sozinho e vem sê-lo comigo. Larga tudo que eu faço o mesmo. Vem ser feliz, vem esforçar-te para isso. Vamos deixar de ser teimosos e vamos, finalmente entendermo-nos. Vem, que eu estou aqui como sempre estive, como sempre estiveste e como sempre iremos estar, uma para o outro, para nó...

O amor não é bonito.

21 de Junho de 2015 Como escrevi anteriormente, o amor verdadeiro é algo único, que não é acessível a toda a gente, não é para quem quer mas sim para quem foi “infectado” com isso.  Pois bem, na minha pequena e limitada experiência nos relacionamentos amorosos posso dizer que já o senti. Uma vez, pelo menos. Não sei se era pela tenra idade ou pelas hormonas de adolescente, só soube o que era depois do fim. Mas houve ali um momento em que percebi que ele significava mais do que um amigo/melhor amigo. Quase em câmera lenta, dei por mim a pensar: “foda-se, acho que amo este gajo”. Mas eu sabia lá o que era a palavra amor. Era algo que se falava e que eu pensava que era fácil de sentir. Mas agora, já distânciada de tudo, posso dizer que não é fácil, não é bonito mas sei o que é. Soube-o ali naquele momento.  Outra coisa, e explicando o facto de eu dizer que o amor não é bonito, é que nunca sabemos o que a outra pessoa sente. Mesmo que sinta amor, nunca é 50/50, de igual p...
18 de Junho de 2015 Todos nós temos aquela esperança que um dia, o amor nos venha bater à porta. Que o cupido não esteja sobre o efeito de substâncias psicoativas e que acerte em cheio em nós e na pessoa correspondente. Ter aquela peça do puzzle que encaixa tão bem e tão facilmente que parece que foi mesmo feito à medida. Para isso é preciso sorte e é daquela que não dá para se procurar por aí. Há gente que diz que é uma sorte encontrar esse amor, é uma sorte sentir tamanho sentimento com uma carga tão grande. Mas se sentirmos isso, se não for correspondido, será sorte? Amar alguém, no verdadeiro sentido desse verbo, ter o poder para conjugar em todos os tempos, é algo único. Inexplicável quando o sentes. Teres a oportunidade de o viver o resto dos teus dias então deve ser uma sensação incomparável.
8 de Junho de 2015 Sabes aquela estranha sensação de algo estar diferente? De já não sentires o que sentias? Falar hoje contigo trouxe-me isso. Queria mais que dissesses que tinhas saudades minhas do que ser eu a dizer-to. Isso é sinal que algo mudou. Há uns meses atrás daria tudo para ter a coragem de te dizer o quanto sentia a tua falta e o quanto te queria ao pé de mim. Hoje, as coisas foram diferentes. Aquele sentimento a percorrer-me as veias, as borboletas a esvoaçar no meu estômago, as pernas a tremer e os dedos confusos ao responder-te às mensagens não vieram. Eu disse-te que o sentimento tinha mudado. Não vou negar que não penso em ti, porque penso, e muito, demais até. Não vou negar que gostaria de estar contigo como estivemos no passado, isso fazia-me feliz. Não vou negar que não consigo aguentar o pensamento de tu teres outro alguém, porque simplesmente não consigo. Não vou negar que tu ainda aqui estás, porque estás.  Mas há coisas que não mudam, e est...
4 de Junho de 2015 They say it’s hard to find true love, the kind of love that you see everything that you’re looking for in the other person. But when you find it, and you know it, what you are supposed do?
31 de Maio de 2015 Já passou tanto tempo e não consigo deixar de pensar em ti. Naqueles momentos, quando acontecem coisas boas, quando acontecem as más e quando apenas fazes falta e acho que seria melhor ter-te ali comigo. Seria mais fácil, seria mais feliz. Como te disse, fizeste-me muito feliz, estava no topo, porque estava contigo. Só o olhar-te nos olhos, sentir o teu toque, a tua boca na minha, no meu pescoço… Até sabias lidar comigo, eu é que não sabia como lidar contigo, uma das minhas falhas. E agora tenho sentido muito a tua falta. Continuo sem perceber em que pé estás, e sinceramente, acho que é melhor assim. Sei que houve algo, e não é só a minha cabeça a funcionar demais. Mas depois… há algo que não vai embora não é? Algo que insiste em ficar e permanece aqui, umas vezes mais forte que outras. Tanto tempo e tão pouca história? Ou tanta história sem tempo algum? Enfim, continuo a achar que ainda não acabou, ainda há muita tinta para escrever, muito papel por...
4 de Maio de 2015 Tenho saudades tuas. Coisa tão cliché de se dizer. Às vezes nem é da própria pessoa que sentimos saudades, é mesmo só dos momentos que costumávamos passar com ela. Andar a sonhar contigo não ajuda, só me faz vincar ainda mais as saudades. E realmente tenho saudades tuas, não só daquilo que tínhamos. O teu cheiro preso no meu cabelo depois dos abraços que me davas. O teu sorriso palerma quando te provocava com coisas mínimas, e o sorriso que o teu provocava em mim… Eu própria sentia os meus olhos a brilhar quando isso acontecia. Eu babava completamente por ti. Eras uma luz na minha vida. Tornaste-a inteira. E algo me diz que era reciproco.
29 de Abril de 2015 Mas o amor nem sempre é justo. Cria complicações, gera imperfeições e tudo o que era certo deixa de ter alguma certeza. É matreiro, engana-nos e joga connosco até ficarmos cegos. E aí, aí meu caro, já não há nada a fazer. Vês-te numa teia da qual não consegues escapar, preso a ilusões, certezas, intimidades… Mas será que foi tudo real? Não sonhaste? Belisca-te! Distancia-te de ti próprio e vê-te! E agora? Viste onde estás? Vale a pena? Claro que vale… Porquê? Porque tu o amas. E ele ama-te a ti. Só de maneira diferente.
28 de Abril de 2015 Quando falavam de amor, nunca acreditei muito naquilo que se dizia, não sabia o que era, nunca o tinha sentindo, nunca o tinha presenciado em mim… Foi então que apareceste. Foste a luz ao fundo do túnel. Iluminaste-me de tal maneira que até coisas que não estavam à vista, eu as vi. Certas coisas começaram a fazer sentido, outras tomaram mais sentido ainda.
20 de Abril de 2015 Há coisas que não consigo compreender, coisas que gostava que fossem mais simples mas há sempre uma certa teimosia em fazê-las da maneira mais complicada. Essas coisas lixam-me a cabeça, fazem-me dar voltas e voltas, questionar coisas sem qualquer ponto de interrogação, sem nunca, mas nunca obter uma resposta concreta. Talvez essa resposta não seja a melhor, ou aquela que eu preferia, mas tê-la seria sempre melhor do que viver na incerteza, na nossa incerteza. Pedes-me para ir ter contigo, vens ter comigo quando sou eu a pedir, mas e depois? Como fica tudo o resto? Estou completamente cega por ti, já não raciocino. E se soubesse que havia algo no final, estaria bem, assim nem sei como estou. És tu. É contigo que quero estar, que quero ficar. Como já o disse, és o homem da minha vida, mas não sei se o serás futuramente. E vivo na incógnita, na tua, na minha e na nossa.
30 de Março de 2015 Viste-me buscar no teu carro, paraste à minha porta e mandaste-me um toque para descer. Acabo de calçar os meus ténis, pego na mala e um “Já venho, mãe”. Entro no carro sem saber qual o destino. Nem tão pouco me interessa. Beijo-te com saudades e deixo o teu cheiro penetrar-me a pele e os fios de cabelo. Seguimos em direcção do nada. A tua maneira de conduzir, com uma mão ao volante e a outra na minha perna, a tua cara de concentração, olhos fixos na estrada e os breves relances que me dás, tudo isto me dá a volta à cabeça. Paramos no miradouro, com o pôr-do-sol a iluminar-nos a face. Encosto-me ao teu braço e aninho-me em ti. Beijas-me a testa e ficamos os dois como num quadro a olhar o horizonte. Sabes, das coisas que mais gosto de fazer é passear à beira-mar ao anoitecer. Descalço-me no passeio da marginal e vou até à areia molhada. As noites quentes de Julho dão-me sempre para isto. Vou buscar-te a meio do areal, abraçando-te, beijando-te e dizendo que te...
26 de Março de 2015 Pois, parece que voltei a chorar por tua causa. E eu a pensar que já não existia nada cá dentro que estivesse vivo e que pudesse doer. Mas dói. Como já não doía há muito. Há já tanto tempo que já me tinha esquecido que poderia doer com tanta força.  Ver-te com ela, mesmo sem certezas, foi como uma facada directamente no coração. Como se o chão voltasse a desabar debaixo de mim. “A tal, o amor da vida dele, com o homem da minha.” Pois, cada vez acredito mais nisto. Não és perfeito mas assinaria um contracto vitalício contigo. Passaria o resto da minha vida, da minha existência ao teu lado. Completavas-me, não em tudo mas eu não precisava de mais nada, mais ninguém.  Fizeste-me ver o mundo de maneira diferente, acreditar em coisas que nunca perdi tempo a pensar. Talvez seja da idade ou talvez de ti mesmo. Tiveste um impacto brutal na minha vida, no meu coração. E saber que ela te faz feliz, que ela é algo que eu nunca, mas nunca (e por muito que...
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Não é por passar por ti e não te olhar que o meu sentimento morreu. Não é por evitar te tocar que esse desejo morreu. Não é por não te olhar que já me esqueci da cor dos teus olhos. Talvez seja por isso tudo que não te seja nada agora. Só te peço que o compreendas, que me dês tempo. O que evoluiu não dá para baixar de nível. E o que nós tivemos não dá para apagar. Desculpa ser assim. Mas não o sei ser de outra forma.
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Não sei como chegámos a este ponto. Consegues nos ver? Ali, ao fundo da rua? Consegues ver o que éramos e o que somos? Estamos a milhares que km um do outro. Sei que grande parte da culpa é minha. Fui eu que fui embora. Fui eu que escolhi não te querer mais. Mas custa tanto. Éramos tão próximos e agora não passas de um estranho na minha vida. Um estranho. É tão triste. Consegues ver? Consegues ver o silêncio que nos afasta? O muro que se ergueu entre nós? Custa-me tanto. Mas dói mais falar te como se o ontem não tivesse acontecido, como se nunca nos tivéssemos magoado. Dói demais falar em nós e no assunto. É por isso que fico em silêncio. Não que não doa, mas a dor não é pronunciada. É isso tira lhe um peso enorme de cima.
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Há coisas que nos cansam, coisas que moem por dentro. Como se de um ácido se tratasse. Não se vê por fora, apenas se vê no olhar. Esse olhar outrora iluminado e feliz, está agora cansado e baço. Não se vê a alma através deles. Coisas tão básicas mas que destroem. Uma imagem, uma palavra, uma conversa... Estou cansada. Não fisicamente, mas cansada cá dentro. Na alma.
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A vida é feita de círculos viciosos. Disso toda a gente já sabe. A minha é feita de ciclos que não param. Ando há anos às voltas numa floresta, indo sempre parar à mesma encruzilhada. Ou será que é uma diferente? O que é certo é que ando às voltas, ando à deriva. E parece que nunca aprendo nada. O que deve ser verdade pois só fechamos um ciclo da nossa vida quando aprendemos alguma coisa com ele. Só assim ele se fecha. Talvez por isso, saber que vou passar pela mesma coisa mais uma vez ou outra, não devesse pensar tanto nas coisas. Talvez devesse levar tudo mais levemente e deixar de ser tão séria em relação a alguns (muitos) assuntos. Talvez por isto, não me preocupe tanto na nossa história, porque sei que o que não ficou escrito agora, mais tarde terá o seu fim. Por agora, vou continuar aqui, nos meus ciclos viciosos mas longe de triângulos amorosos.